Cenário Setorial

Da locomoção à logística, o transporte é fundamental para a vida da população. A crescente movimentação de bens, produtos e pessoas, requer agilidade, precisão e eficiência. Diante das dificuldades enfrentadas devido à carência da infraestrutura do País, as empresas ligadas ao transporte buscam inovar suas tecnologias e serviços, a fim de aumentar a produtividade daqueles que as contratam. Da mesma maneira, o ano marcado pela crise política e econômica, fez com que as empresas passassem por reestruturações.

Os operadores logísticos do Brasil, em sua maioria, acompanham a economia nacional, e fazem parte de um setor marcado pela intensa competição e fragmentação. Segundo estudos especializados realizados1 em 2015, as empresas buscam operadores distintos para diferentes atividades e 90% delas terceirizam apenas parte da operação, geralmente o transporte. Neste mesmo ano, os custos logísticos representaram em média 7,6% da receita líquida das empresas no Brasil, os quais são distribuídos em 49% para transporte, 27% de estoque e 23% de armazenagem. Em relação ao PIB do Brasil, os custos logísticos representaram 11,7% em 2014, 0,2 p.p. maior que em 2012.

Nesse momento de retração econômica, operadores e clientes aproveitam para revisar seus custos visando eliminar ociosidade e dimensionar as operações ao tamanho da demanda. Em 2015, 44% das empresas que decidiram por terceirizar a logística priorizou a redução de custos, 21% a melhoria de serviço e 35% elegeu como prioridades iguais a redução e a melhoria. Para os próximos anos, a expectativa é positiva, uma vez que até 2016, 42% das empresas do país pretendem ampliar o nível de terceirização das atividades logísticas, e 44% esperam manter os níveis registrados em 2013.
O mercado de locação de automóveis contava em dezembro de 2015 com 7.455 locadoras no território nacional e 8.626 pontos comerciais, com faturamento de R$ 16,3 bilhões nesse ano, segundo a ABLA. De acordo com a Associação, a participação das locadoras nas vendas do setor automobilístico representou 13,7% em 2015, e a frota do setor somava mais de 853 mil veículos, com idade média de 19,5 meses2. Apesar desse cenário, o setor é concentrado em cinco empresas, sendo três nacionais e duas internacionais. Para a ABRACORP, a Movida registrou em 2015 21,2% de market share de diárias, crescimento de 14,0 p.p., embora o cenário do ano tenha sido marcado pelas incertezas políticas e econômicas.

Em relação ao desenvolvimento do mercado automobilístico, com base na carta da Anfavea de janeiro de 2016, o licenciamento de autoveículos apresentou em 2015 retração de 26,6% com 2,6 milhões de unidades comercializadas contra 3,5 milhões em 2014. A produção de automóveis também reduziu para 22,8% neste período. A projeção da Anfavea para 2016 é de estabilidade na produção, com ligeiro aumento de 0,5%; aumento nas exportações em 8,1%; redução dos importados e retração no licenciamento em 7,5%.

O ano de 2016 será desafiador. Com a revisão de processos, as empresas buscam ganhos de produtividade, soluções customizadas e maior competitividade. A JSL oferece soluções integradas e tem como fatores prioritários a eficiência dos serviços prestados e as exigências dos clientes. A Companhia apresenta uma história de grande crescimento, e vê oportunidades para o setor de logística para os próximos anos, pois entende que há bastante espaço para crescimento devido ao seu potencial e às necessidades do país de dimensões continentais, pois a logística é atividade estratégica na integração e suporte ao desenvolvimento nacional.

1ILOS - Instituto de Logística e Supply Chain
2Dados divulgados no Anuário 2015 da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis - ABLA

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